Conversas com Igor Stravinsky

stravinsky-conversas.jpg Recentemente, motivado pelos inesperados severos erros de impressão no final de minha edição de A montanha mágica de Thomas Mann, retomei e concluí a leitura do livro de Stravinsky. Livro muito bom! Stravinsky é, dentre os que já li a respeito, o compositor cuja opinião sobre música (e outros assuntos) me parece mais lúcida; ele não faz uso de misticismos espalhafatosos (como alguns artistas o fazem). Em especial, me surpreendeu notar que o compositor mais citado no livro, afora o próprio Stravinsky, foi Anton Webern (pupilo, ao lado de Alban Berg, de Arnold Schoenberg) — para detalhes sobre Webern, visite, por exemplo, www.antonwebern.com . Curiosa também achei sua grande apreciação por Boulez e Stockhausen (o último não tanto, pelo que me pareceu).

Em parte devido à sua religiosidade, a forte motivação mística que tenho encontrado entre os grandes compositores/músicos de "música nova", especialmente em Karlheinz Stockhausen, não está presente em Stravinsky. Ele admite certa conexão entre louvor a deus e música, mas não usa essa conexão, ao menos neste livro, para justificar suas obras ou a necessidade de inovação na música. 

Não sei em que ano, mas este livro/entrevista foi escrito no final da vida de Stravinsky, ele chega a falar das composições do final de sua vida, como o ballet Agon. Recomendado para qualquer um que tenha interesse em Stravinsky. 

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