Some diverse and interesting links

Posted May 28, 2006 by Davi
Categories: Uncategorized

A.M. Bach or J.S. Bach? AMG – An interesting article in All Music Guide about the possibility that some works of J. S. Bach have actually been made by his second wife.

Peter Svrcek and Edward Witten – Axions in String Theory (hep-th/0605206). Each time a read a paper by Witten I become more convinced that everything is very well explained, he does care to teach the reader. There are plenty of superficial papers much more difficult to read. I should read this one with care, it has "only" 62 pages! – I think I would need a new doctorial fellowship to read the previous one (hep-th/0604151). 

An elementary introduction to String FIELD theory: hep-th/0605202  (22 pages)

An interview/documentary on Feynman (The pleasure of finding things out): (video) .

A not recent but curious post of Lubos on global-warming

O ovo ou a galinha? Acho que, para qualquer pessoa que tenha uma noção simplória de genética e evolução das espécies, a resposta é clara. Contudo, por algum motivo, essa questão ainda continua a parecer atual para boa parte da população. O Globo anunciou a "descoberta da resposta" citando uma reportagem do Times. Há muita coisa que a ciência não explica, mas esse "paradoxo" é um péssimo exemplo. :)

The last album of Meridian Arts Ensemble contains a composition of Nick Didkovsky (from Dr. Nerve): cdbaby– The demos are interesting.

Lorentz (non-)violation in NC space-times

Posted May 14, 2006 by Davi
Categories: ArXiv, Physics

If the not-so-recent paper [1] hep-ph/0603137 is correct, the interesting and nontrivial approach to NC Lorentz invariance of  [2] hep-th/0206035 has some deep problems…

In [2] and subsequent papers (see the references in [1]), NC theories are defined in a way to avoid not only the observer Lorentz violation, but also the particle Lorentz violation (a very good and famous paper on this issue is hep-th/0105082 ). The strongest constraints on the NC phenomenology — if NC is to be seen as a fundamental theory – comes from the very precise measurements of Lorentz invariance; in particular, there is no sign of a fundamental anisotropy in our universe (no privileged direction), while any canonical NC theory in 4D space-time naturaly defines two privileged directions in space (one of them can be assumed to be zero at least in a certain reference frame): one behaves as a vector in space and is given by the components \theta^{0i}, having a "electric-like" nature; the other behaves as a pseudo-vector in space, similarly to a magnectic field, and is given by the Hodge dual of theta (in space).

Listenings List

Posted May 8, 2006 by Davi
Categories: Music

A short list of what musical works or albums I have been listening to in the last 5 days:

Igor Stravinsky - Symphony in C, Symphony of Psalms, Mavra, Les Noces, Symphony in Three Movements, Agon

Charles Ives - Symphonies I-IV, Orchestral Sets 1 & 2

John Coltrane - Ascension I and Om

Sun Ra – The Sun Myth (aka, Heliocentric Worlds vol. II)

Thomas Rhorer, Celio Barros & Fábio Freire (no title) — Free-jazz / ECM from Brazil! And it's very good!

King Crimson – Thrakattak

Louis Sclavis – Napoli's Walls  — discovered today, it's interesting, for details: AMG

Blogs de física

Posted May 6, 2006 by Davi
Categories: Physics

Para um físico, especialmente um iniciante como eu (doutorado é apenas o último estágio como estudante, a vida profissional começa depois), esses blogs de física que têm se multiplicado são realmente de grande valor. É inviável acompanhar detalhadamente cada artigo de tema interessante que aparece na rede; ademais, como a grande maioria ainda não passou por um "referee" de alguma revista, uma parcela significativa possui problemas sérios.

Relacionado com esse assunto, veja a seguinte recente mensagem no blog Lubo's Reference Frame: papers on arxiv

O arco-íris de Feynman – Leonard Mlodinow

Posted May 5, 2006 by Davi
Categories: Books, Physics

arcoirisfeynmancapa.jpg

Não tenho o costume de ler livros referentes à vida de qualquer pessoa, mas finalmente, recentemente, resolvi ler algum sobre a vida de algum físico. Começar por Feynman parecia natural, pois, além de ter sido um grande pesquisador, é um dos físicos comumente considerados de personalidade mais curiosa. A escolha desse livro foi simplesmente por o ter encontrado por um bom preço e ter ouvido um comentário positivo a respeito.

 Breve sinopse: O arco-íris de Feynman é uma narrativa de um trecho da vida do personagem principal, o próprio autor, em que teve grande contato com Feynman. Na época (início da década de 80) Mlodinow estava iniciando seu pós-doutorado no Caltech (Califórnia, EUA) e Feynman que lá trabalhava estava no final de sua vida.

Comecemos pelos contras: o autor dá ênfase à criação de histórias baseadas em suas memórias (e algumas poucas anotações), mas essas histórias são bem simples, como literatura é um livro fraco. A constante repetição da expressão "deu de ombros" chega a ser curiosa. Há, como previa, um lado do livro dedicado a explícitos "ensinamentos de vida", beirando a auto-ajuda. O final do livro, em especial, é mais dedicado à história do próprio autor, ao invés da de Feynman, e conselhos para se viver melhor pululam essas páginas.

Os prós: o livro é bem leve, de leitura muito rápida (quem não for físico terá uma leve dificuldade extra na leitura). É possível aprender algo sobre Feynman como pessoa, um pouco sobre a situação da física na época e sobre o cotidiano da vida acadêmica na física. Esse retrato ficou bem interessante, fala sobre os prazeres e as decepções do meio, a vontade por conseguir resultados relevantes contraposta à necessidade de profundo entendimento e criatividade. Quem é de fora, pode ter uma idéia razoável sobre o funcionamento do meio.

Conclusão: há o que aprender em O arco-íris de Feynman, tanto sobre o próprio Feynman quanto sobre o cotidiano em um grande centro de pesquisa como o Calthec, mas é preciso aguentar os "conselhos de vida", os "deu de ombros" e os detalhes não solicitados da história do autor. Felizmente, como o livro é bem leve, pode-se passar rapidamente por esses contras.

A leitura de O Arco-Íris de Feynman foi, para mim, útil e, em geral, agradável; mas talvez haja outros livros mais interessantes sobre o tema. 

Conversas com Igor Stravinsky

Posted April 30, 2006 by Davi
Categories: Books, Music

stravinsky-conversas.jpg Recentemente, motivado pelos inesperados severos erros de impressão no final de minha edição de A montanha mágica de Thomas Mann, retomei e concluí a leitura do livro de Stravinsky. Livro muito bom! Stravinsky é, dentre os que já li a respeito, o compositor cuja opinião sobre música (e outros assuntos) me parece mais lúcida; ele não faz uso de misticismos espalhafatosos (como alguns artistas o fazem). Em especial, me surpreendeu notar que o compositor mais citado no livro, afora o próprio Stravinsky, foi Anton Webern (pupilo, ao lado de Alban Berg, de Arnold Schoenberg) — para detalhes sobre Webern, visite, por exemplo, www.antonwebern.com . Curiosa também achei sua grande apreciação por Boulez e Stockhausen (o último não tanto, pelo que me pareceu).

Em parte devido à sua religiosidade, a forte motivação mística que tenho encontrado entre os grandes compositores/músicos de "música nova", especialmente em Karlheinz Stockhausen, não está presente em Stravinsky. Ele admite certa conexão entre louvor a deus e música, mas não usa essa conexão, ao menos neste livro, para justificar suas obras ou a necessidade de inovação na música. 

Não sei em que ano, mas este livro/entrevista foi escrito no final da vida de Stravinsky, ele chega a falar das composições do final de sua vida, como o ballet Agon. Recomendado para qualquer um que tenha interesse em Stravinsky.